Ao falar de meio ambiente, seria interessante conhecermos bem este assunto, tomando como primeiro passo, um exercício bem simples: prestarmos atenção na nossa casa e reconhece-la. Olhe a sua volta, veja a sua casa, depois seu bairro, cidade, os campos de plantação, as florestas que ocupam o nosso país, os animais, rios, mar, o local onde você trabalha, as estátuas espalhadas pela cidade, os livros de escritores brasileiros, a música que ouve, ou seja, tudo em sua volta esteja perto ou longe.
O meio ambiente é dividido em quatro aspectos: 1. natural (ar, água, solo, subsolo, recursos naturais, animais silvestres, espécies de vegetação); 2. artificial ou urbano (cidades onde se desenvolve a vida social e econômica); 3. Cultural (qualquer manifestação que manifeste nossa identidade como nação e sociedade- língua, história, prédio histórico, monumentos, música, etc.); e, do Trabalho ou Laboral ( local onde se desenvolve a atividade de trabalho, fonte de nossa economia pessoal).
Meio ambiente é considerado o local onde se desenvolve qualquer tipo de vida ( humana, animal e vegetal) com harmonia, equilíbrio e saúde. Na linguagem jurídica, a Lei mais importante da nossa sociedade, a Constituição Federal, em seu artigo 225, reservado para o meio ambiente, nos deu como direito:
"Todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preserva-lo para as presentes e futuras gerações."
Nesta definição, devemos prestar atenção nas palavras grifadas que significam: temos o direito de um ambiente equilibrado, onde todas as formas de vida vivam em harmonia para garantia de todas as espécies, inclusive a do homem; os recursos naturais existentes são de uso comum de todos para garantir uma boa qualidade de vida; porém, cabe a nós e a Administração Pública cumprir com nosso papel de defender e preservar estes recursos, para o nosso bem e para que aqueles que ainda não nasceram poderem conhecer este meio ambiente.
Logo, faz-se um convite para reconhecer a nossa casa, e, como segundos passos, assumam a responsabilidade, cuidando dela. As futuras gerações irão agradecer. Até breve!
Mônica Rizzo Lopes
Advogada atuante, especializada em Consultoria no Terceiro Setor
Pós-graduanda no curso de Direito Ambiental pela Faculdades Metropolitanas Unidas- FMU
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