
É fácil de reconhecermos um meio ambiente artificial, pois ele é aquele transformado pela ação do homem, logo, a cidade onde vivemos é a identificação do ambiente artificial. Mas, o campo também pode ser considerado artificial, quando este tem a função de: produzir alimentos para a cidade, criação de animais, ou, produção de matéria-prima para indústria (papel, madeira, areia, pedreira, etc.).
Ao analisar a cidade em que vivemos, deve-se refletir se temos qualidade de vida, ou seja, viver num lugar limpo, sadio, com poluição controlada, com saneamento básico, com habitações planejadas em lugares seguros, com lugares para o nosso lazer, com a presença de áreas verdes, e, com oportunidade de trabalho para todos.
E, ao analisar o campo, arredores da cidade, com sua monocultura, áreas de pastagens para gado, grandes plantações de cana, soja, laranja, devemos refletir se o cultivo em áreas gigantescas poderá acarretar a falta de alimentos básicos como arroz, feijão, café, trigo, entre outras. Como também poderá causar o desequilíbrio ecológico com desmatamento de floresta nativa e conseqüente extinção de animais e espécies de plantas medicinais.
É visível que em grandes cidades, a qualidade de vida não é a desejada para todos, primeiro porque não há saneamento básico em toda a cidade, em segundo, sofremos muito com a poluição do ar, a poluição sonora, a poluição visual, falta de planejamento de moradias, lixões a céu aberto, entre outros problemas.
Ter saneamento básico eficiente seria uma boa evolução na nossa qualidade de vida, pois com o tratamento de água e esgoto, melhoraria o estado de saúde dos moradores, e, reduziria o número de animais como ratos, baratas, escorpiões entre outros benefícios.
Em conjunto, o investimento em um processo eficiente para o nosso lixo contribuiria ainda mais com a limpeza da cidade, reduziria a proliferação dos animais já citados, além dos insetos como o mosquito dengue, já que os aterros sanitários não estão "dando conta" de tanto descarte de alimentos e produtos que consumimos diariamente.
Deixa-se uma reflexão para todos nós: de que forma pode cooperar com a nossa cidade e campo para termos qualidade de vida e alimentos garantidos por muitos anos? Até breve!
(Mônica Rizzo Lopes, advogada atuante, especializada em Consultoria no Terceiro Setor, pós-graduanda no curso de Direito Ambiental pelas Faculdades Metropolitanas Unidas - FMU)